Na semana passada, voltando da faculdade, uma grande amiga resolveu me dar uma carona, e aí, o primeiro pensamento que me veio à cabeça foi: - Já tô até vendo, não adianta, já faz quase um ano e ela não aprendeu a trocar a marcha sem deixar o carro dar aquele tranco. Não riam, olhem só o que aconteceu.
Ela passava as marchas como se fosse câmbio automático, freiava de modo suave e podava os motoristas lerdos na rua.
Amigos, fiquei encantado, sem palavras, acho que todo bom motorista homem ficaria orgulhoso vendo uma mulher andando igual a gente grande. Depois de voltar à realidade, elogiei-a muito, pois dificilmente se encontra uma mulher que faz aquilo que ela fez. Andar em uma rodovia, fora a única experiência pela qual ela não tinha passado em frente ao volante. Bom, se quiserem ensiná-la, mandem uma e-mail para: brincadeira.
Diante desse fato, comecei a me perguntar se as mulheres são más condutoras ou somos nós, os homens, que não enxergamos direito. Vamos ver.
Há duas semanas meu pai me contou algo que eu achei que fosse uma pegadinha. Mas não era. Voltando do trabalho, o velho estava entrando na garagem do prédio, quando uma vizinha, depois de acertar o muro e, por pouco, o possante, tentava estacionar o seu carro.
Meu pai, que tem pouca paciência, desceu do carro e estacionou para a moça.
Muito nervosa, ela disse que a vaga era muito apertada e que não saía muito com o carro. Não pensem que é plágio, há um vídeo que mostra uma moça na mesma
situação.
De manhã fui verificar o fato e era verdade, o muro estava um pouco apagado e o para-choque danificado.
Um dia antes de entregar esse texto ao Guilherme, a amiga que citei acima carimbou a lateral do seu carro na garagem do seu prédio.
Vamos analisar, diante desses e de outros fatos que testemunhei no cotidiano.
Mulheres ao volante, perigo constante, quando:
- estão em estacionamentos e garagens;
- fazendo a maquiagem no trânsito;
- com as amigas no celular.
Mulheres ao volante, constantemente felizes, quando:
- não estão estacionado;
- quando saem dos shoppings com as compras e querem chegar logo em casa (sim elas usaram um serviço de valet);
- quando estão com vontade de andar, por estarem felizes ou tristes.
Obs: é nessas horas que elas andam mais, muito mais...
Não sou machista, mas é verdade que nós, os homens, somos os maiores causadores de infrações e acidentes no trânsito. E não adianta falar que somos a maioria em todas as atividades, porque hoje, em todas as áreas, temos a presença das mulheres. Tanto no comércio, indústria, mercado financeiro e até no automobilismo. Querem ver?
Danica Patrick, que participa da IRL (Formula Indy), é um exemplo de que as mulheres são bons pilotos. Arrojada e determinada já ganhou até corrida. É o piloto mais popular da categoria, e corre na equipe Andretti Green junto com o brasileiro Tony Canaã. Danica Patrick é sinônimo de bons negócios e faturamento.
Bia Figueiredo, que corre na Indy Light, está seguindo o mesmo caminho, e o melhor, é brasileira.
Nas fotos que foram postadas no evento que reuniu as grandes máquinas tinha uma foto de uma mulher dirigindo uma Ferrari Modena 360. Fantástico não é? Falando em Ferrari, o vídeo promocional da 430 Scuderia, no site da montadora, mostra no final que o piloto do carro era uma mulher. Tenho lá minhas dúvidas, mas vai saber...
Nesse site em que vocês lêm e admiram as fotos em HD dos carros, uma leitora, cujo nome não me lembro, sempre deixa seus comentários nas matérias postadas. Um dia, cliquei em seu nome, e no seu site estava o seguinte slogan: "Quem disse que mulheres não gostam de carros". Achei isso sensacional! Mas se ela gosta mesmo de carros, será que dirige bem?
Para concluir, acho que, de uns tempos pra cá, as mulheres estão cada vez mais no mundo automotivo, seja nos negócios, nas ruas ou nas pistas.
Mas lembrem-se: quando forem estacionar, saibam a quem chamar.
mulher no volante perigo constante, homem no lado perigo dobrado e sogra atras o que voce faz????
".