Eliana Malizia (30 anos) é motociclista desde os 18, exerce a profissão de Personal Trainner e é reporter colunista de uma revista de motos, além de gerir seu blog no Portal Mulher ao Volante
Já rodou em várias motos de altas cilindradas e viaja de moto pelo interior paulista, Minas e Rio de Janeiro. Normalmente vai sozinha ou acompanhada do namorado. Já morou nos EUA onde teve a oportunidade de rodar pelas estradas americanas.
É uma mulher que além do motociclismo, gosta de esportes e aventura, anda de bike, já mergulhou no Rio Negro no Amazonas, dentre outras façanhas esportivas. É mulher de atitude, dessas que faz o que gosta com independência.
Conheça a Motociclista repórter que quando está rodando “para” o trânsito concentrando os olhares masculinos…
Eliana, para quais destinos já viajou de moto?
Tenho uma rotina intensa de trabalho como Personal Trainner, me sobra apenas os finais de semana para viajar, por isso não fiz viagens tão longas. Mas já fui, saindo da capital paulista para as cidades do interior como Paulínia, Itu, Cabreuva, Pirapora, Santana do Parnaíba, Nazaré Paulista, São Roque, Brotas, as cidades mineiras de Joanópolis e Extrema e no estado do Rio já estive em Pirai, Trindade e Paraty. Quando residi nos Estados Unidos, em Los Angeles, tive a moto ZX600 e pegava estrada nos finais de semana com destino a Las Vegas, São Francisco e Santa Bárbara.
Em Janeiro de 2010 pretendo tirar férias de alguns dias para visitar Punta Del Leste no Uruguai. Pretendo ir sozinha.
Como surgiu a oportunidade de ser colunista e escrever artigos para uma revista de motos?
A revista me descobriu em um blog pessoal que tenho, onde conto sobre minhas viagens. Gostaram do que leram e me convidaram a colaborar escrevendo para a Coluna Rota do Charme – uma coluna que aborda sempre o lado mais feminino e charmoso da viagem. Percebi que além de dar boas dicas nas matérias estou ajudando muitos motociclistas a agradarem suas esposas ou namoradas garupas com viagens românticas e especiais. Sempre procuro ficar no melhor hotel ou pousada da cidade, fazer os melhores passeios e conhecer o melhor da gastronomia local. Bom, depois de ter aceitado o convite, me tornei repórter quase fixa, todo mês minhas matérias e fotos são publicadas. E o engraçado disso tudo é que era formada em fotojornalismo, mas apenas exercia a profissão de personal trainner. O destino de ser repórter veio ao meu encontro… não procurei. Já vou fazer um ano de participação na revista.
Porque costuma viajar de moto sozinha? Já viajou em grupo?
Nunca viajei em grupos, mas já peguei grupos pelo caminho nas estradas e pude sentir um pouco da energia. Parece ser divertido. Mas, prefiro viajar sozinha, me sinto mais à vontade. E claro, viagem a dois com o namorado é melhor ainda.
O que você acha mais arriscado, pilotar na cidade de São Paulo ou na estrada?
Mais arriscado sem dúvida é pilotar na cidade, com o fluxo intenso de carros, com a quantidade enorme de condutores mal educados, não tem como escapar do grande risco de um acidente. Para dar aulas de personal trainner eu rodo a grande metrópole o dia todo, nas principais avenidas de Sampa. Uso uma scooter para tal, então sei bem como é o caos e a guerra no trânsito. Já na estrada me sinto em total liberdade, mas, sempre com responsabilidade, claro!
Quais equipamentos de segurança você usa ao pilotar?
Sempre uso jaquetas com proteções, calça com proteções (algumas vezes) luvas, bota quase sempre e agora estou pegando o hábito de usar capacetes somente fechados. Antes, só usava os abertos, ainda bem que me caiu à ficha. Nunca é tarde pra começar a se proteger.
Como você se sente no meio do motociclismo por ser mulher e a maioria dos motociclistas serem homens? Já sofreu algum preconceito?
É curioso fazer parte de um ciclo que era visto como algo só para homens. Sinto-me orgulhosa de pilotar motos de todas as cilindradas e deixar alguns marmanjos de queixo caído. Percebo que atraio os olhares nas ruas. Às vezes fico sem jeito quando paro no farol, com todo mundo olhando pra mim, de dentro do ônibus, nos carros, as pessoas que atravessam as ruas. Muitas mulheres hoje pilotam motos, mas ainda não é comum ver por ai montadas em grandes motos.
Alguns motoboys me elogiam com frase do tipo: “poxa, você toca bem hein, pensei que fosse um cara”. Opa senhor motoboy, perai, só um cara toca bem uma moto? Algumas mulheres me perguntam “você não tem medo de cair? Como você agüenta essa moto?
Quanto a preconceito, não sofri nenhum… a não ser quando algumas pessoas duvidam que eu possa tocar uma motocicleta de grande cilindrada. Não deixa de ser um preconceito não é? Mas leve, não me incomoda.
Quais seus conselhos para uma mulher que deseja pilotar?
Em primeiro lugar, ir atrás da carteira de habilitação, fazendo as aulas você já sente se dá para a coisa. No começo pode parecer difícil, mas depois você nem sente quando muda as marchas, vira um ato natural. Comece com uma motocicleta de baixa cilindrada, a scooter é uma boa para não ter que se preocupar com marchas e focar no agito do trânsito e começar a desenvolver bons reflexos. Não deixem de usar jaquetas e luvinhas, mesmo no calor. Um pequeno acidente pode deixar marcas pro resto da vida e nós mulheres vaidosas, queremos estar sempre perfeitas… ou quase perfeitas.
Tem algum projeto futuro no motociclismo de viagem?
Como disse antes, relativo a viagens, pretendo em 2010 ir até Punta Del Leste no Uruguai. E tenho um projeto também onde pretendo escrever um livro contando sobre minhas viagens, com boas dicas e imagens.
Fonte: www.rockriders.com.br
Olá, Eliana Sou apaixonada por motos, já tenho minha carteira de habilitação mas não sinto total segurança em sair por ai pilotando, gostaria de ver com você onde eu posso fazer algum tipo de curso de pilotagem como por exemplo: frenagem, curvas, parar em subida, em descida, saber usar corretamente a embreagem nas curvas etc.. Pois não quero ser uma causadora de acidente nem pra mim, nem para os outros motoristas, motociclistas e pedestres Por favor me ajude por que na auto escola é muito basico as aulas, e só quero sair pilotando quando tiver total segurança. Obrigada, aguardo seu retorno
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