Fomos para o aeroporto no dia 23, saindo de Barcelona para Casablanca no Marrocos.
Chegando no check-in, descobrimos que nossos tickets não estavam emitidos. Tivemos que correr muito para conseguirmos comprá-los e embarcamos à tempo.
Chegamos em Casablanca as 22:40 hrs e a confusão no aeroporto era geral!
A primeira impressão que tive, foi que ali, era realmente um pedaço da África. Todos tentando nos convencer em árabe a nos prestar qualquer serviço que fosse, desde carregar nossas malas ate hotéis e táxis, por alguns dihans, moeda local. As pessoas cheiravam mal, já que o calor era intenso e a quantidade de roupa vestida não condizia.
Pegamos um táxi para o albergue da juventude. O taxista combinou um preço, mas chegando lá, nos cobrou mais que o dobro! Bem-vindas ao Marrocos! Aqui é assim! Tentam levar seu dinheiro de qualquer maneira.
O albergue era confortável, mas sujo. Acordamos e pegamos o trem rumo à Fes, em uma viagem de 4 horas. Foi uma delícia! Bem confortável, limpo e com belas janelas para observarmos a paisagem.
Dividimos a cabine com pessoas muito amistosas, que nos concederam momentos muito agradáveis de papo e aula de francês! Encontramos um rapaz que nos indicou um guia em Fes chamado Mohamed. Mohamed é o nome do primeiro filho das famílias que costumam ter até 10 filhos!
Fes e uma cidade muito tribal, erguida no século VIII, lotada de ruas estreitas, tortuosas, subterrâneas e muito parecidas umas com as outras, por isso a necessidade de um guia local. Há falsos guias, que cobram caro e não levam os turistas aos locais verdadeiramente interessantes. Procure um guia oficial, ou procure pelo Mohamed, figura muito engraçada e que fala muitas línguas. (telefone: 061.742464)
Os táxis por aqui se dividem em duas categorias: Os Grand Táxis e os Petits Táxis. Os primeiros são mais caros e fazem a região em volta da cidade, enquanto os petits são mais baratos, menores e só rodam pela medina.
Fomos visitar a Old Medina, em um profundo mergulho em outra época, com cores, cheiros, sons e costumes absolutamente diferentes. Muitas frutas, especiarias, artesanatos, comidas e pratarias berberes são vendidas por lá. E como disse Mohamed, há um primeiro preço, o segundo e o terceiro. Barganhar faz parte. Ficamos completamnete absorvidas pela atmosfera, pelas diferenças, pela língua.
No Marrocos, fala-se árabe e francês.
É impressionante ver as mulheres totalmente cobertas, muitas vezes, sem mostrar nem os olhos. Sempre me vem a pergunta: e uma opção ou uma imposição? Para mim, brasileira, cheia de liberdade, ficam muitas reticências em relação a posição das mulheres nessa sociedade.
Para se tirar fotos das pessoas e necessário pedir antes, e muito “nãos” são ditos. Não gostam de fotos! Mas é inevitável registrar essa miscelânea. Fizemos fotos maravilhosas, em meio a tanto artesanato, cabeças de cabras, luminárias e mulheres de burcas.
Fomos ver o pôr-do-sol nas ruínas preservadas pela UNESCO como uma das grandes maravilhas do mundo. O que realmente o é! Ruínas do século VII, rodeadas pela maravilhosa paisagem e o canto altíssimo das rezas que invadem todos os cantos da cidade 5 vezes por dia.
Já era quase 22 hrs e a regra do albergue era não chegar depois disso. Regras são regras. Foi o tempo de comprarmos um vinho e nos recolhermos para o nosso dia seguinte, cheio de aventuras.
Tiro fotos o dia todo e à noite, trabalho elas. Estou tendo muita dificuldade de encontrar internet por aqui, além de o sistema de acesso à internet ser diferente.
Fomos dormir por volta das 4 da manhã com um sorriso de orelha a orelha!