Expedição Indochina
Epicentro da modernidade asiática, Bangkok tem 560 kms quadrados de área e 6 milhões de habitantes. Oferece muitas atrações, desde que o viajante suporte o trânsito, o barulho e o calor de mais de 40 graus nas estações quentes.
A capital da Tailândia foi estabelecida em 1782 pelo seu primeiro rei, Rama I, na dinastia Chakri. Seu nome vem de bang makok que significa “lugar de ameixas azeite” (talvez graças às azeitonas grandes e de gosto estranho que encontramos nos carrinhos de rua para comprar). Agora, pasmem: seu nome completo em tailandês é Krungthep – mahanakhon – bowon – rattanakosin – mahintara – ayuthaya – mahadilok – popnopparat – ratchathani – buriron – udomratchaniwet – mahasathan – amonpiman – avatansathir – sakkathatitya – visnukamprasit.
Engraçado, não?!
“A cidade dos anjos”, como também é conhecida, tem uma infinidade de restaurantes, museus, templos, clubes noturnos, galerias de arte moderna...
UMA DAS CIDADES MAIS POLUÍDAS DO MUNDO
Apesar de ser tão interessante, o fato de ser uma das cidades mais poluídas do mundo, tira um pouco de seu encanto. Notamos já do avião, uma camada gasosa cinzenta que nunca se dissipa. Fica até difícil ver a cor do céu e as pessoas usam máscaras nas ruas, nos ônibus, nos tucs tucs... (fiquei com muita vontade de comprar uma também). Parece uma cena surreal, como se uma epidemia estivesse se espalhando. Logo penso que São Paulo não está muito longe dessa realidade, infelizmente.
TUC TUC
Tiramos a manhã pra comprarmos nossos equipamentos como HDs, câmeras e afins. Achamos tudo original e com ótimos preços no mercado SIAM.
Experimentamos, pela primeira vez, pegarmos um tuc tuc na volta para o albergue. O tuc tuc é o veículo mais utilizado em toda a Tailândia, e nada mais é do que uma moto adaptada, com uma “gaiola” na frente ou atrás, onde somos transportados. O trânsito é caótico, barulhento e poluente. Podemos sentir o gosto ruim que fica na boca após um passeio pela cidade.
Na saída do SIAM, um motorista de tuc tuc, com seu inglês de três palavras, nos levou até seu veículo colorido. Aceitamos. No mesmo instante, me lembrei do livro “Vietnam Pós Guerra” de Airton Ortiz, onde ele descreve as “sagas” pelas quais passou nas mãos dos tais motoristas espertos. Seríamos enganadas pela primeira vez... RS
Os motoristas dos veículos engraçados têm acordos com alguns comerciantes locais de roupas, jóias, agencias de turismo, os quais lhes dão vales-gasolina como comissão por levarem os turistas até eles. Ao invés de nos levar ao hotel, nos levou a uma agência que vendia passagens de ônibus para outras cidades.
Após duas ou três frases, o vendedor entendeu que só queríamos chegar “em casa” e nos mandou pegar um taxi. Humpf!
- Onde estamos? Onde será que ele nos deixou? – disse a Isis.
Peço para o tuc tuc nos deixar no Monumento Vitória, único ponto que me recordava ser no meio do caminho para nosso destino. E assim foi... Pegamos o metrô e após algumas estações tentávamos nos localizar nas ruas na região do albergue. Felizmente, tínhamos um mapinha colorido, feito a mão, que ganhamos no Aisha Guest House.
- OK! Nós sobrevivemos! – eu disse à recepcionista quando chegamos.
Ouço como resposta: O que está errado?
- Na verdade, nada. Apenas conseguimos voltar para o albergue!
Todos caem na risada. Sabem muito bem a dificuldade de estrangeiros em uma cidade feroz como Bangkok.
Digo que queremos conhecer Kao San Road, rua badalada e mundialmente famosa. O senhor com sotaque britânico, dono do albergue, balança a cabeça negativamente e nos deseja boa sorte com recomendações para cuidarmos bem dos nossos pertences.
KAO SAN ROAD
Na minha imaginação, baseada nos relatos de amigos, Kao San Road deveria ser uma grande avenida, cheia de bares noturnos e restaurantes abertos a noite inteira, meio Hong Kong, sabe? Mas me enganei. Na verdade, é uma pequena rua cheia de vendedores ambulantes de roupas, comidas e diversos bares com mesinhas nas calçadas. Turistas e mais turistas tomam a tradicional cerveja Chang, que tem em seu rótulo dois elefantinhos, (Chang significa elefante em thai), ou baldes com o uísque tailandês com muito gelo.
Em meia hora, já tínhamos visto tudo. Sentamos para a nossa refrescante cerveja no calor da noite e conhecemos dois australianos que estavam viajando pela Indochina como nós. A diferença era que viajariam pelo mundo até a grana acabar. Nós, brasileiros, não temos essa cultura de tirarmos um ano sabático após concluirmos os estudos, mas jovens ao redor do mundo fazem isso antes de ingressarem em suas carreiras profissionais.
Intercambio cultural estabelecido. Desejos de boa sorte, um prato de macarrão apimentado, claro, e boa noite!
Amanhã tem mais aventuras em Bangkok!
Até lá!
• Informações: Lonely Planet
Oi. Estou achando incrível acompanhar esta viagem de vcs. Muita Sorte para as Duas. Do pai coruja. Marcos Splendore
".Bangkok, uma cidade de contrastes. Lindos templos e uma cidade caótica.
".