Expedição Indochina
O albergue que estamos é bem confortável, com internet de graça, boa comida, mesa de bilhar e piscina (que mais parece uma banheira). Aproveitamos o dia para lavarmos nossas roupas, falarmos com o Brasil, atualizarmos nossos posts e então, fomos conhecer o Grand Palace.
O Grand Palace ou Phra Borom Maharatchawong in Thai, é o palácio do Rei Bhumibol Adulyadej, e é usado apenas em cerimônias ocasionais, já que sua residência atual fica na região norte da cidade, no Chitlada Palace.
A majestosa construção de quatro prédios e uma extensa área externa possui uma estrutura com inspiração francesa e serviu de residência para o Rei Rama VI. Construído em 1882 por arquitetos britânicos, revela em seu exterior uma peculiar mistura do renascentismo italiano e a tradicional arquitetura tailandesa. O “Hall da Justiça” é usado atualmente para cerimônias de coroações. Curiosamente, as áreas externas do palácio são protegidas por combatentes-mulheres.
E lá fomos nós!
No táxi, fui lendo para a Isis o que acabo de lhes contar e uma frase se destacou: não é permitida a entrada de pessoas vestindo regatas, nem com as canelinhas de fora, nem mesmo com os pés desnudos. OPS! Estamos de papetes e calças curtas. Literalmente.
O Grand Palace já impressiona de longe! Altivo, gigante, exuberante!
O movimento de turistas é grande, e logo o que pareceu ser um tailandês prestativo nos aborda, dizendo que nossas roupas não eram apropriadas, mas que o templo nos oferecia vestes de graça. Foi quando fomos enganadas pela segunda vez em Bangkok!
Ele nos disse que aquele dia estava acontecendo o “Dia Sagrado de Buda” e que o templo só abriria ao público depois das três da tarde. “Enquanto isso” poderíamos visitar um templo (nos apontando no mapa) e mais outro na volta, até que o Grand Palace abrisse suas portas.
Subimos no tuc tuc e chegamos a um templo magnífico! De uma paz indescritível, no alto de um morro: Golden Mount Temple. Ficamos impressionadas com a beleza, com o som calmante das águas repletas de sapos namorando. Sem contar os sinos. Muitos sinos.
Lemos que, segundo o budismo, tocar aqueles sinos nos traria fama e dinheiro. Achamos graça, (com todo o respeito), dessa incongruência de filosofias: espiritualidade X capitalismo.
MICO NÚMERO 1
Passamos mais de uma hora visitando cada cantinho do templo. Quando chegamos ao tuc tuc, um senhor nos disse em inglês precário, que o motorista já estava cansado de nos esperar. OPS! Sorry... Então, o motorista, que em mímica nos mostra que estava de pança cheia, emenda que ele estava nos ajudando e que nós iríamos ajudá-lo também.
- OK! OK! – eu disse
Eu já sabia o que ele queria: o tal tour pelas lojas de novo... E lá fomos nós para o mico número 1 do dia (haverá outro até o fim deste post). Paramos obrigatoriamente, em três lojas: roupas tailandesas feitas sob medida (!), jóias tailandesas e outra de bolsas e sapatos de couro (sem contar a salinha escondida cheia de peças falsificadas de marcas famosas). Como definitivamente não parecíamos turistas a fim de gastar Baths (moeda local) em jóias e afins, éramos explicitamente expulsas das lojas em dois minutos com um ríspido: “Thank you, enjoy your trip!” **. Voltávamos para o tuc tuc com cara de laranja azeda, claro! Eu já nem me importava mais, queria terminar o rolê comissionado logo pra ver o Grand Palace.
Chegamos lá exatamente as 15 hrs e surpresa! Fechava as 15:30 hrs, como dizia o guia Lonely Planet! O “senhor prestativo” nos engabelou direitinho! Beleza... História pra contar! Visitaremos o Grand Palace em nossa próxima estada em Bangkok, no fim da Expedição Indochina.
MICO NÚMERO 2
Já um pouco resignadas, atravessamos a praça na frente do palácio para pegarmos um taxi de volta para o albergue, quando um casal jogou saquinhos de milho em nossas mochilas e mãos. Dissemos que não queríamos, mas eles insistiram dizendo que eram oferendas. Logo, dezenas de pombas voaram pra cima de nós bicando nossas mãos. Adestradas elas, não?!
A Isis não gostou nem um pouco e se encolheu dizendo o quanto detestava pombos! Eu tirei proveito da situação rindo a valer e me lembrando de Alfred Hitchcock em “The Birds”. Quando os milhos acabaram, o casal nos cercou pedindo dinheiro. 400 Baths!! Isso é muito dinheiro por aqui! Tornaram-se quase agressivos e então, demos 300 Baths pra podermos nos livrar daquela situação embaraçosa.
Nos sentindo verdadeiras otárias, procuramos o rumo do albergue. Podem imaginar como estávamos contrariadas a essa altura!?
Pra finalizar “o dia torto em Bangkok”, pegamos um taxi em horário de rush, o que nos descapitalizou um tanto mais!
Hoje foi demais! Por sorte, amanhã seguiremos para Ayutthaya, há 86 kms daqui.
Nos vemos por lá!
** Obrigada! Aproveitem sua viagem!
Informações: Lonely Planet
KKKKKKKKKKK.....ri muito com os micos. Mas podemos dizer que passar mico em Bangkok deve ser INCRÍVEL!!
".acho que esses micos sao do tipo....ah Brasileiros ! agora zoa eles e arranca tudo deles, igual eles fazem rs !!! Muito bom ver as fotos e aprender um pouco ! Bjao kkkkk
".